domingo, 11 de julho de 2010

era uma tela toda pintada de preto. alguém falou que representava ausência. mas nem isso. porque pra ela era um espelho. depois da exposição sentaram todos num gramado. se olharam todos em silêncio depois riram, riram muito. na verdade era tudo muito chato. porque tudo tinha um formato. tem uma linha invisível que faz um contorno em tudo do mundo. andaria nua ultrapassando fronteiras na américa, nadaria o atlântico a pacífica, explodiria em guerra. mas estava ali sentada. queria ter um demônio no corpo. passar a perna por cima da cabeça , gozar na cara de todo mundo. alguém falou alguma coisa interessante. não que valha muito a pena. mas algo sobre ser o que se é. puta merda! ser. que banal. olhou pra cima e sabia que existiam coisas que ninguém fazia a menor idéia. sentiu-se queimar por dentro.
o amar existe. mas não sabe como flui.


um dia ainda explodo em ondas de desejo.

2 comentários:

beto,,, disse...

bom, ia falar algo sobre a idéia de explodir, mas vc já sabe como ela me toca, então deixa quieto.

beto,,, disse...

devo dizer que gostei especialmente da tela de preto ausência/espelho.