domingo, 2 de dezembro de 2012

máscaras de arak gengibre hortelã maconha do morro um broche um brilho uma sombra ruínas de um templo corroído e o deboche e a contemplação funda funda essa implosiva inclusão fusão milhões sirenes sereios suores lágrimas afogadas risadas em máscaras de pó rímel e barbas bárbaras e lombras enroladas em lençóis e máscaras de vulcões cuspindo fadas e palavras mais palavras por baixo das unhas atrás dos dentes e refletidos nas máscaras das conversas sobre máscaras e palavras e mais e jamais faladas irrepresentáveis sob a chuva fina serrana tropical existimos issos aquilos outros fomos adeus dissemos grandioso baile macumba do sul adeus ondas verdes macias e ásperas lambidas e madeira molhada longínqua fragrância  de coisa guardada dentro de nossas máscaras, apaixonantes e paralisantes
nadas
meu xamã meu pokémon meu peter pan te faço dançando andando na ponta dos dedos dos meus medos quando anoitece na fronteira e os coiotes carregam na boca pedaços de nossa pele pagã gritos virtuais fotografados no seu álbum mapa me iluminando enquanto fumo um canto meu punk queer camp meu explosivo igual nada jamais será i will did i sent you any flowers when i'll should it wasn't now but
all

2 comentários:

orlando disse...

deveria me comunicar com você através de microcosmos indecifráveis a olhos nús

beto,,, disse...

lindíssimo