terça-feira, 26 de outubro de 2010

os bombeiros jogavam água na minha cara enquanto escutava ela falar.
eu queria muito chorar, mas só engolia água, só me afogava.
foi quando senti pela primeira vez que estava com os pés na beira desse meu terraço
foi quando pensei pela primeira vez que nasci para pular dali
que medo banal. pensei que eu fosse mais autêntico!
desculpa, são problemas de linguagem. as palavras estão todas erradas.
ali, me foi entregue um filho. disseram que era meu.
me estuprem com o mastro da bandeira, não vou soltar essa criança
fogo ascendente do meu sonho de ser herói, não bombeiro
aquele tiro, tenente, foi certeiro
aqui enquanto vivo, não tem mesmo planos
vou indo. buscando a mesma força com que
ela enfiou o dedo na cara do governador
a vida não pede favor
ela sabe que ela é terrível
ela sabe. eu não.

Um comentário:

beto,,, disse...

gostei muito dessa porra.