quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

mais um dia a imaginar se fora do abismo que vejo na beira da minha cama monstros barrocos se debatem famintos de mim ou arquipélagos místicos me esperam em delícia.
meu lençol já foi capa, vela, pele, mortalha. e dentro já tremi de frio, já me encolhi de medo, já gritei de ódio.
sei que lá fora a tv está ligada, sei que a mesa está posta. sei que na rua um bando de pássaros se movem coletivamente para um lugar comum.
mas eu, pequeno esquizopríncipe inerte, vergonha da nobreza falida:
espero que me estupre, bárbara.
depois coma minha carne crua ou me jogue no lixo.

2 comentários:

João Victor Araripe disse...

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Obrigado !

beto,,, disse...

"já foi capa, vela, pele, mortalha."
wow

"depois coma minha carne crua ou me jogue no lixo."